viernes, 5 de junio de 2015

ADICÇÃO - VOCÊ PODE SE CURAR!: ADICÇÃO - VOCÊ PODE SE CURAR!: ADICÇÃO - VOCÊ PODE...

ADICÇÃO - VOCÊ PODE SE CURAR!: 05/06/2015.



ORAÇÕES, INDIVÍDUOS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE(MORADORES DE RUA USUÁRIOS DE DROGAS LÍCITAS E ILÍCITAS) PROJETO  DE INTERVENÇÃO DA COMUNIDADE TERAPÊUTICA PILAR DE DEUS, POÇOS DE CALDAS-MG. CARACTERÍSTICAS DE UM DEPENDENTE QUÍMICO



ORAÇÕES.


ORAÇÕES.
 ORAÇÃO DA SERENIDADE.
DEUS, CONCEDA-ME A SERENIDADE PARA ACEITAR AS COISAS QUE 
NÃO POSSO MODIFICAR,
CORAGEM PARA MODIFICAR AQUELAS QUE EU POSSO,
E SABEDORIA PARA RECONHECER A DIFERENÇA.
SÓ POR HOJE FUNCIONA.
FORÇA.



"DEUS,CONCEDA-NOS A SABEDORIA PARA ESCREVERMOS DE ACORDO COM OS SEUS DIVINOS PRECEITOS.
INSPIRE EM NÓS UM SENTIDO DO SEU PROPÓSITO.
FAÇA-NOS SERVIDORES DA SUA VONTADE E 
CONCEDA-NOS UM LAÇO DE ABNEGAÇÃO,
PARA QUE ESTA SEJA SUA VERDADEIRA OBRA,
NÃO A NOSSA-
PARA QUE NENUM ADICTO,EM NENHUM LUGAR, 
PRECISE MORRER DOS HORRORES DA ADICÇÃO."




"Conheça te a ti mesmo(a)"

“Estou aqui porque, finalmente não há mais como refugiar-me de mim mesmo. 
Até que me confronte nos olhos e no coração dos outros, 
estarei fugindo até que sofra no partilhar dos meus segredos,
 não me libertarei deles. Temeroso de ser conhecido, 
não poderei me conhecer e nem aos outros. 
Estarei só. Onde, se não em minhas companheiras, poderei encontrar esse espelho?
 Aqui junto, posso finalmente me conhecer por inteira. Não como o gigante que sonho ser,
 nem tão pouco como anão dos meus temores, mais como alguém parte de um todo
, compartilhando seus propósitos. Neste solo poderei criar raízes e crescer, não mais
, isolado como na morte, mas realmente vivo, para mim e para os outros.


Oração da Serenidade:


"Deus conceda-me serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquela que posso sabedoria para reconhecer a diferença, eu sou uma dependente em recuperação e dependo do Senhor Jesus e hoje é mais um dia de vitoria para mim, só por hoje funciona.


"A Oração da Serenidade fala em “aceitar as coisas que não podemos modificar”. 

A aceitação não deve ser confundida com a indiferença.

 A indiferença deixa do distinguir entre as coisas que podem e as que não podem ser mudadas. 

A indiferença paralisa a iniciativa. 

A aceitação libera a iniciativa, aliviando-a das cargas impossíveis. 

A aceitação é um ato do livre arbítrio, mas, para ser eficaz requer a coragem moral de se persistir apesar do problema imutável. 

A aceitação liberta o aceitante, rompendo-lhe as cadeias da auto-piedade. 

Uma vez aceito o que não pode ser modificado, a gente fica livre para empenhar-se em 

novas atividades."


COMENTÁRIOS POR MARCIO SOARES.

Problemas como alcoolismo e de dependência de
drogas em um morador de rua se agravam porque ele está sem teto, em meio às
privações de toda ordem, ou esses nômades urbanos foram viver em espaços
públicos como conseqüência de seus vícios?


Segundo instituições assistenciais e religiosas que trabalham com esse
segmento, as situações diversas são verificadas quase igualmente entre essas
pessoas.


O certo, porém, é que uma vez na rua, crescem as chances de se intensificar o
consumo de álcool e das drogas, comum em mais de 95% dessas pessoas.


Junto com a dependência (e neste caso o crack demonstra ser mais devastador),
vem ainda a debilidade do organismo, a diminuição das chances de encontrar uma
ocupação e as possibilidades de ingressarem em delitos, sobretudo furtos.


Mas as dificuldades não esbarram aí: entre essa população são comuns os
distúrbios mentais, sobretudo a esquizofrenia, e o registro de gravidez
indesejada.


No nosso entendimento, é preciso e urgente, que os governantes ofereçam alternativas
de tratamento, reabilitação física, mental,emocional,social e espiritual,  reinserção social, como 
também um planejamento familiar.


Embora apresentem divergentes opiniões quanto à problemática daqueles que moram
nas ruas das cidades, em um item as instituições religiosas, Organizações
Não-Governamentais e dirigentes de órgãos estaduais e municipais entram em
consenso: a maioria dessas pessoas é dependente de álcool ou droga.


O vício é uma forma de fugir do sofrimento, da fome e da falta de perspectivas
na vida.
A Comunidade Terapêutica Pilar de Deus, uma instituição particular, conta hoje com mais de 05 vagas sociais, trabalhamos com a desintoxicação nos primeiros 60 dias e em seguida começamos a reinserção social destes indivíduos em situação de vulnerabilidade, inserimos-os na sociedade com trabalho assistido e ganhos financeiros, assim eles mesmos pagam seu tratamento e há uma sobra deste dinheiro que é guardada por nossa Assistente Social, ficando a disposição destes quando terminarem o seu tratamento.
A Comunidade Terapêutica Pilar de Deus conta com uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar: Coordenadores, Monitores, Enfermagem, Psiquiatria, psicólogos, clínico geral,estagiários da Faculdade Pitágoras e Puc Minas.
Nossas reuniões são diárias tendo como alicerce principal a Espiritualidade,  utilizamos os oito remédios naturais: Ar puro, luz solar , água potável,  alimentação saudável, atividades físicas, descanso, lazer, oração e meditação, DEUS, 12 passos Cristãos, Programa de prevenção e recaída, treinamento de habilidades sociais, palestras, vídeo terapias e vídeos motivacionais
saídas para igrejas de suas preferência.
Visamos a qualidade de vida nos aspectos da saúde mental, física, emocional, social e espiritual, elevação da auto estima e uma promoção de vida de acordo com a bioética das políticas públicas do governo federal.

Quando falamos em Dependência Química (DQ) estamos nos referindo a
uma doença psiquiátrica de ordem biológica, psicológica e social. Portanto, um
transtorno biopsicossocial. Trata-se de uma doença causada por drogas
psicotrópicas, drogas lícitas e ilícitas, que afetam nosso cérebro e
consequentemente nosso comportamento.


A DQ pode ser compreendida como a autoadministração de drogas
independentemente do conhecimento sobre seus prejuízos (efeitos adversos,
repercussões sociais) e, posteriormente, do desejo de se manter abstinente.
Duas características são comuns aos dependentes químicos: 
(1) A compulsão pelo uso da droga, levando ao consumo excessivo e
descontrolado. O indivíduo centra suas atividades diárias na busca e consumo da
droga, com importantes prejuízos individuais, sociais, familiares, escolares e
laborativos. 
(2) O aparecimento de um conjunto de sinais e sintomas físicos e
psicológicos quando da interrupção do uso continuado (síndrome de abstinência).

Relacionar os avanços científicos neurobiológicos ao conjunto de
saberes psicológicos e sociais que acompanham o entendimento do comportamento
humano é um desafio de todos nós que lidamos com este problema. Esta integração
de saberes é imprescindível para o entendimento, prevenção, diagnóstico e
tratamento da DQ.  Em outras palavras, embora a descrição clínica da DQ
seja o primeiro passo para seu diagnóstico (um ato médico), a determinação da
natureza dos processos biopsicossociais subjacentes à origem, manutenção e
reinstalação desta condição, associado ao conhecimento das ações e efeitos das
diferentes drogas psicotrópicas (estudadas no capítulo anterior) é que vão
garantir a eficácia do tratamento e das abordagens preventivas.

Vocês já leram no primeiro capítulo desta série que há indícios do
uso de drogas psicotrópicas pelo homem há mais de dez mil anos antes de Cristo
(período neolítico), provavelmente como uma forma de vivenciar experiências
místicas ou curar seus males. Por muitos séculos as drogas mais usadas pelo
homem foram o ópio, a maconha e o álcool, sempre associadas a suas possíveis
propriedades terapêuticas ou em rituais místicos, como uma forma de aproximação
com os deuses. Porém, com o passar dos anos, o uso adquire também um caráter
recreativo e abusivo e o homem passou a produzir drogas psicotrópicas
sintéticas buscando efeitos específicos, não terapêuticos.

Podemos, então, observar claramente que com o desenvolvimento das
civilizações, especialmente nas eras moderna e contemporânea, o uso de drogas
psicotrópicas perde definitivamente seu caráter terapêutico e místico e
consolida-se o uso recreativo, com padrão abusivo e crescente de dependência.

O que mudou? Mudou a relação do homem com a droga. Mudou a finalidade
do consumo, do uso. Por que? Porque com o processo de desenvolvimento o homem
passou a ter outras necessidades, outros anseios, não preenchidos pela saúde e
pela espiritualidade; porque o ambiente em que vive foi de tal forma modificado
na busca de facilitações para a vida, que trouxe, no bojo dos benefícios, há
também muitos riscos; porque o homem vem perdendo a capacidade de manejar sua
própria vida, de enfrentar os riscos próprios da sobrevivência, de lidar
adequadamente com suas emoções. 

Neste sentido de mudança, evoluíram também as teorias que buscam
explicar a gênese da DQ. No século XVIII predominava a Teoria Moral, que
preconizava ser o abuso de álcool uma escolha pessoal que transgredia as regras
da boa convivência social e que por isso deveria ser punida com castigos. Na
virada daquele século surgiu o Modelo da Temperança, que compreendia a
embriaguez como a perda do autocontrole, que começava por escolha pessoal,
tornava-se um hábito e depois uma necessidade. Por isso se deveria ser mais
complacente com os abusadores. No século XIX surge o Modelo Clínico do
alcoolismo, como uma doença crônica, que preconizava tratamentos clínicos
prolongados.
Na década de 20 do século passado, a Lei Seca americana acirrou as
discussões entre moralistas e cientistas. Daí vem o Modelo Natural, pregando
que o ser humano tinha uma tendência inata ao uso de drogas e, em seguida, os
Modelos Biológicos (amparados em teorias neurobiológicas e genéticas), os
Modelos Psicológicos (teorias psicanalíticas, da personalidade dependente,
comportamental, cognitiva e sistêmica), os Modelos Sociais (teorias de processo
social e de controle social) e os Modelos Espirituais (Alcoólicos Anônimos e
Narcóticos Anônimos).

Mais recentemente surgiu o Modelo da Saúde Pública, considerando a
DQ como resultado de interações entre o indivíduo (biológico, psicológico e
espiritual), o ambiente (social) e a droga, e o Modelo do Ecletismo, mais
aceito atualmente, que considera todos os modelos citados a partir do
Biológico, assimilando uma combinação de abordagens embasadas em conhecimento
científico.

Na abordagem eclética da DQ, nos deparamos com fatores de risco e
proteção ao uso, abuso e dependência de drogas. São considerados fatores de
risco todas as circunstâncias sociais ou características da pessoa que a tornam
mais vulnerável a assumir comportamentos de risco, como usar drogas. Por outro
lado, fatores de proteção são aquelas circunstâncias que contrabalançam ou
compensam as vulnerabilidades, tornando a pessoa com menos chances de assumir
esses comportamentos arriscados. Assim, os fatores de risco e de proteção
englobam aspectos biológicos, genéticos, de relacionamento e interação social,
aspectos familiares, culturais, o acesso as drogas e os efeitos dessas sobre o
indivíduo.

Como localizar esses fatores? Estes fatores são encontrados no
indivíduo, na família, na escola, na comunidade, e na própria droga. Vejam o
quadro abaixo:



Fatores
de risco e proteção ao uso, abuso e dependência de drogas, encontrados no
indivíduo, na família, na escola, na comunidade e na droga.



FATORES DE RISCO

FATORES DE PROTEÇÃO


INDIVÍDUO

- Insegurança 

- Insatisfação 

- Curiosidade 

- Busca de emoções/prazer 

- Doenças psiquiátricas (depressão, ansiedade, pânico, esquizofrenia, outras) 

- Doenças crônicas em geral

- Habilidades
sociais 

- Cooperação 

- Capacidade resolutiva 

- Vínculos pessoais 

- Vínculos institucionais 

- Ética e valores morais 

- Autonomia

- Autoestima

- Saúde


FAMÍLIA

- Autoritarismo
1.                             
- Permissividade ou negligência
2.                             
- Pais ou irmãos que fumam, bebem ou usam outras
drogas
3.                             
- Pais ou irmãos que sofrem de transtornos mentais ou
doenças crônicas
4.                             
- Conflito entre os pais ou irmãos

 -
Definição de papéis 

- Hierarquia 

- Companheirismo 

- Envolvimento afetivo 

- Monitoramento das ações dos filhos 

- Regras de conduta claras

- Respeito aos ritos familiares 

- Harmonia conjugal


ESCOLA

- Mau
desempenho 

- Falta de regras claras 

- Baixa expectativa em relação aos alunos 

- Exclusão social 

- Falta de vínculos afetivos 

- Autoritarismo 

- Permissividade 

- Falta de infraestrutura 

- “Escola Clube” *

- Bom
desempenho 

- Boa adaptação 

- Oportunidades de participação 

- Desafios 

- Vínculo afetivo 

- Exploração de talentos pessoais 

- Descoberta e construção de 

um projeto de vida 

- Prazer em aprender 

- Realização pessoal


COMUNIDADE

- Violência 

- Desvalorização do poder público 

- Descrença nas instituições 

- Falta de recursos para prevenção e tratamento 

- Desemprego 

- Falta de lazer 

- Modismos 

- Falta de informação 

- Uso indiscriminado de remédios

- Respeito às
leis sociais 

- Credibilidade da mídia 

- Trabalho 

- Lazer 

- Justiça social 

- Informação sobre drogas 

- Organização comunitária 

- Afetividade comunitária 

- Mobilização social 

- Boas relações interpessoais


DROGA

-
Disponibilidade para compra 

- Fácil acesso 

- Propaganda 

- Efeito agradável/prazer, que leva o indivíduo a querer repetir o uso

- Informações
adequadas 

- Regras e controle para consumo 

- Dificuldade de acesso

* “Escola Clube” é a escola mais voltada para o lazer
do que para o ensino.

O conceito atual de DQ considera que qualquer padrão de consumo é
constantemente influenciado por estes fatores de risco e de proteção. Assim, a
caracterizamos como um problema multifatorial que deve ser abordada em todos os
campos onde encontramos estes fatores. Esta deve ser uma abordagem
multiprofissional, na qual é importantíssima a participação dos educadores, que
podem estar atentos aos fatores psicossociais aqui listados. 

                Como já foi abordado no módulo I, sabemos
que, geralmente, o uso de drogas ilícitas se inicia na adolescência e o de
drogas lícitas (álcool e tabaco) se inicia ainda mais cedo. Por isso, a
prevenção deve ocorrer o mais precocemente possível. Nas escolas, a abordagem
preventiva não requer necessariamente uma discussão sobre os diferentes tipos
de drogas, mas certamente requer uma atenção especial aos valores éticos e aos
aspectos de uma vida saudável, sem prescindir, obviamente, de um ensino de
qualidade.


AGRADECIMENTOS.

A DEUS POR NOS CONCEDER AUTORIDADE, DISCERNIMENTO,SABEDORIA , E NOSSA CONDIÇÃO DE AMOR INCONDICIONAL PARA O NOSSO PRÓXIMO, ÀS ENTIDADES ECLESIÁSTICAS, Á TODAS  AS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS, CLÍNICAS DE REABILITAÇÃO,
ÀS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS, 
AOS GOVERNOS MUNICIPAIS, ESTADUAIS E FEDERAL.

O MEU OBRIGADO TAMBÉM A TODAS AS PESSOAS QUE SE PREOCUPAM E AJUDAM ESTES INDIVÍDUOS COM PROBLEMAS RELACIONADOS AO CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS QUE ALTERAM O COMPORTAMENTO E O SISTEMA NERVOSO.


DEIXE SEU COMENTÁRIO, FICAREI FELIZ  PELA SUA PARTICIPAÇÃO NESTA
EMPREITADA.